A maioria dos frigobares usa compressão de vapor, com o mesmo princípio de uma geladeira comum, porém em escala reduzida. O evaporador costuma ser uma placa metálica visível no fundo do gabinete, e o degelo é manual ou por parada de ciclo. Isso significa que o acúmulo de gelo na placa é esperado e precisa ser removido periodicamente — não é defeito.
Existem também frigobares termoelétricos, que funcionam por efeito Peltier: uma pastilha semicondutora transfere calor de um lado para o outro quando energizada, dissipando com auxílio de um ventilador. São silenciosos e compactos, mas têm capacidade limitada e desempenho muito dependente da temperatura ambiente do local onde estão instalados.
No frigobar de compressão, o termostato é mecânico na maioria dos modelos: um bulbo encostado no evaporador comanda o liga-desliga. Com o tempo, o fole perde a carga interna e o termostato passa a atuar fora de faixa, mantendo o compressor ligado direto ou desligado cedo demais. É a peça que mais substituímos nesse equipamento.
O nicho de instalação é decisivo. Frigobar embutido em móvel de recepção ou em bancada de varanda gourmet, sem folga para ventilação, acumula calor ao redor do condensador. O resultado é perda de rendimento, ruído maior e vida útil curta — um problema de instalação que se manifesta como defeito de equipamento.